A escola Primeira

A Primeira

A Primeira, escola de Ensino Infantil e Fundamental 1, foi criada há 10 anos inspirada na abordagem Reggio Emilia.

Na Primeira, o conhecimento é adquirido a partir da experiência e trabalhado de forma interdisciplinar em projetos coletivos. Oferecemos uma rica vivência da cultura brasileira na infância e contemplamos a formação bilíngue.

Na prática, como funciona? Do G1 ao 5º ano, os interesses genuínos das crianças são articulados com as diretrizes curriculares, opção pedagógica que é chamada de Aprendizagem por Projetos. Os projetos funcionam como verdadeiros alicerces que darão sustentação para que todo o conteúdo do currículo ligado aos Campos de Experiência, na Educação Infantil, e às áreas de Linguagem, Matemática, Ciências da Natureza e Ciências Humanas no Ensino Fundamental I, possa ser edificado.

Além do conteúdo. Entendemos que hoje o diferencial da escola está em ajudar a criança a conhecer e desenvolver suas potencialidades; estimular o raciocínio e a criatividade a partir da resolução de problemas reais; ensinar a valorizar o outro e a trabalhar em equipe; ser alguém com consciência ambiental e coletiva; interessar-se por aprender e gostar de lançar-se ao desconhecido; e ter equilíbrio emocional.

A nossa opção é pela Aprendizagem por Projetos, pois, ao se dedicar ao estudo de um tema que despertou o seu interesse, a criança vive de forma ampla e aprofundada todas as etapas da construção do conhecimento. Participando de um projeto, ela consegue identificar seus próprios interesses, realizar ações em colaboração e achar problemas e soluções criativas para resolvê-los. Analisar, identificar, corrigir e aprender com os erros. Valorizar a ideia do outro, argumentar, mudar de ideia e estabelecer relações entre elas. Produzir e compartilhar conhecimento.

Habilidades socioemocionais. Crianças que são valorizadas em seus questionamentos e processos de investigação, que são incentivadas a se autoavaliar e transformar, que são tocadas pelas questões do outro e que protagonizam mudanças e pensam em rede desenvolvem também habilidades socioemocionais, como pensamento crítico e autoconfiança – hoje reconhecidamente tão importantes quanto o aprendizado de conteúdos acadêmicos para que tenham um desenvolvimento integral e global e estejam aptas a enfrentar um mundo cuja ordem vem sendo constantemente afetada por novas tecnologias.

Como surgem os projetos e qual a sua durabilidade? Podem surgir a partir do interesse ou da necessidade de um conteúdo específico do próprio currículo, de uma brincadeira, uma investigação espontânea ou de um problema existente na comunidade onde se está inserido.
Seja como for, eles são “a resposta” para algo que se mostrou uma real necessidade do saber, tornando a aprendizagem prazerosa e significativa. Não há tempo preestabelecido para a duração de um projeto, o interesse do grupo pelo tema é o que garante ou não sua permanência.

O educador. Para ensinar, o professor precisa querer aprender e encantar-se junto, ser um pesquisador além de educador. É ele quem vai observar, fazer a leitura dos interesses e das necessidades do grupo e estimular o aprofundamento das investigações, fazendo novas perguntas e não trazendo respostas prontas. Ele é o mediador do processo de aprendizagem.

Ao assegurar as condições ideais para que as crianças vivam experiências significativas, o próprio professor naturalmente garante o seu constante desenvolvimento. É fundamental que tenha uma formação contínua, flexibilidade e gosto por aprender.

Além disso, o processo de desenvolvimento pessoal e profissional de um professor não se dá isoladamente, mas sim em contextos de interação. Ele trabalha em conexão e colaboração com toda a rede de educadores da escola, que inclui professores especialistas das áreas de Artes, Educação Física, Inglês, Música, Tecnologia, Sustentabilidade e Programação Digital.

Espaço educador. Ele é o terceiro educador e é fundamental para a construção do conhecimento. Na Primeira, arquitetura, estética e pedagogia dialogam, pois entendemos que o ambiente onde a criança está aprendendo influencia diretamente na aprendizagem. Todos os espaços são compreendidos como espaços de aprendizagem, por isso os ambientes não são estáticos – eles se modificam diariamente de acordo com a necessidade de cada proposta.

A Primeira usa a natureza como sala de aula: são frequentes as visitas às praças e parques situados no bairro e elementos naturais estão sempre presentes no ateliê e nas salas de aula. O contato com a natureza é essencial no desenvolvimento infantil sob diversos aspectos (intelectual, emocional, social e físico), facilitando a aprendizagem em todas as áreas de conhecimento.

Territórios Educativos. Entendemos a vivência do território como parte do currículo. Para nós, a cidade é um espaço de pesquisa e as práticas educativas além dos muros da escola fazem parte de nosso projeto pedagógico. Na Primeira, as crianças “vivem” a cidade, frequentam os espaços públicos do bairro onde a escola está localizada, convidando a comunidade para se envolver nos temas trabalhados. Visitam com frequência museus e instituições diversas que possam contribuir para os projetos ou enriquecer seu repertório cultural.

A cidade dispõe de inúmeras possibilidades educadoras: evidencia a realidade local e o que precisa ser transformado, ensina sobre responsabilidade, pertencimento e cidadania, é palco de ricos encontros e trocas. Na cidade não se separa a área de Linguagens da de Matemática ou de Ciências, a cidade carrega a essência do olhar interdisciplinar que tanto buscamos em nosso projeto pedagógico.

Materiais. A escola apresenta, no cotidiano, materiais não estruturados para ampliar a possibilidade de exploração e desenvolver a criatividade dos alunos. De elementos da natureza a equipamentos tecnológicos, é importante que a criança tenha acesso a diferentes recursos para aprofundar suas investigações.

Ateliê. Nosso conceito de ateliê engloba diferentes linguagens artísticas e multimídias. É comum entrar no ateliê e encontrar, em uma mesma sala, ao mesmo tempo, crianças “experimentando o mesmo tema” por meio de diferentes linguagens (projeção de vídeo, jogos de luz e sombra, trabalhos manuais). Essa oferta variada de propostas presentes em uma mesma cena é intencional, pois sabemos que a curiosidade, a exploração, o encantamento e o questionamento de cada criança são estimulados de forma muito particular. Essa é uma das riquezas do trabalho com projetos: a possibilidade de respeitar a singularidade de cada criança, que tem autonomia para explorar espaços e materiais da forma que desejar, sem que lhe tenha sido traçado um roteiro. Ela interage com o objeto de conhecimento, lança hipóteses, estabelece relações e faz questionamentos. Assim, de forma respeitosa, particular e significativa, ela aprende.

A figura do atelierista, profissional que cuida do ateliê, é central na escola Primeira, cabendo a ele fornecer materiais e técnicas para a concretização das ideias trazidas pelas crianças, além da importante função de costurar em uma mesma “colcha” as descobertas individuais de cada um.

No Fundamental, essa trama é garantida pela contribuição de professores especialistas de diversas áreas, como Tecnologia, Sustentabilidade, Música, Inglês, Programação Digital e Educação Física, que trabalham em rede para alimentar e enriquecer os projetos.

Inglês. O projeto pedagógico da escola inclui aulas de inglês em sua trama e para os que desejam uma formação bilíngue, oferece um programa chamado First Way, que ocorre no período contrário ao regular. O First Way é uma proposta de imersão na língua inglesa com duração de três horas diárias (ou seis horas semanais), que contempla a vivência do idioma em situações cotidianas e em contexto de pesquisa.

A Primeira opta por esse formato, pois entende como fundamental que a valorização da cultura brasileira permaneça preservada, ao mesmo tempo em que a aquisição da segunda língua também deva ser garantida.

Parceria escola e famílias. Acreditamos que as famílias devam estar envolvidas nos processos de aprendizagem e no cotidiano das crianças. O que está sendo trabalhado pelos grupos é acompanhado e também alimentado pelos pais, que se envolvem e participam ativamente dos projetos. Eles trazem novas ideias e percepções, colocam a mão na massa e criam junto aos filhos. A escola mantém os pais informados sobre o andamento dos projetos e do processo de aprendizagem.

Como tudo começou. A Escola Primeira foi criada há dez anos, em 2009, por Cristina Fernandes, formada em Letras e com uma bagagem de mais de 20 anos no ensino de Língua Portuguesa. Sob a assessoria da Doutora em Educação, Maria Alice Proença, a escola nasceu com inspiração na abordagem Reggio Emilia, referência mundial em Educação Infantil.

Hoje a escola cresceu, amadureceu sua prática e já conta com um numeroso time de coordenadoras e assessoras com ampla experiência em outras escolas de São Paulo e mundo afora.

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