ENTREVISTA MOSTRA CULTURAL – COORDENADORAS PEDAGÓGICAS

Sempre presentes, as coordenadoras pedagógicas da Primeira, Silvia Fuertes (Educação Infantil) e Paola Versignassi (Ensino Funtamental), conversaram com a equipe de comunicação da escola sobre aspectos importantes da Mostra Cultural. Ambas acompanharam os processos pedagógicos e o seu desenrolar durante o ano. Leiam a entrevista de duas educadoras que conhecem como a palma de suas mãos a Primeira e suas crianças.

Por que a Mostra Cultural é um momento importante principalmente para as crianças e para os seus pais e familiares?

Silvia Fuertes: A Mostra é importante porque dá visibilidade a esse processo de aprendizagem das crianças, que acontece durante o ano todo. Ao longo do ano os pais podem acompanhar o projeto por meio das documentações expostas nas salas das crianças, durante as pesquisas que vão para casa, nos cantos de entrada, nas reuniões de pais em que compartilhamos algumas etapas e convidamos os familiares a participarem também. Mas é na Mostra Cultural e através do portfólio que de fato conseguimos dar visibilidade a todos esses processos de pesquisa e aprendizagens que as crianças tiveram em todas as áreas do conhecimento. É visível a exploração das diferentes linguagens, um princípio pedagógico importante que norteia todas as nossas ações.

Paola Versignassi: Um dos princípios da escola é abarcar a diversidade de linguagens, ou seja, as crianças conseguirem se expressar por múltiplas linguagens. Eu acredito que a Mostra é de fato a finalização de um processo vivido ao longo de um ano inteiro e que destaca esse trabalho em rede. Cada grupo consegue dar visibilidade a todo o processo de pesquisa, investigação e construção de aprendizagem por meio de documentações e instalações riquíssimas, que mostram o trabalho interligado de diversas áreas do conhecimento e diferentes linguagens.

De que maneira a Mostra se liga a aprendizagem?

SF: Na Mostra os pais têm uma percepção mais real da potência das crianças. Na Primeira as crianças aprendem de uma forma diferente que não é por memorização, não é por repetição. Aprendem porque estão engajadas em algo que é importante para elas e que está carregado de sentido. Poderia citar vários exemplos, mas quero falar do projeto do G5, no qual as crianças pesquisaram sobre as plantas. Percorreram um caminho repleto de aprendizagens nas diversas áreas, pois pesquisaram sobre botânica, fizeram experiências com o biólogo, visitaram o parque Burle Marx, conheceram artistas, falaram sobre Inhotim, entrevistaram uma mãe que é paisagista, fizeram um projeto por meio de colagem e desenho, fizeram desenhos de observação, escreveram os nomes das plantas e chegaram na ideia de construção de um jardim para a escola. Na Mostra, toda a comunidade pode acompanhar um pouquinho desse processo vivido pelas crianças do G5 e conhecer o “Jardim Fonte Florida”, resultado de todo esse envolvimento das crianças.

PV: No Fundamental da Primeira buscamos promover o desenvolvimento de sujeitos potentes e protagonistas do seu processo de aprendizagem e isso é garantido por meio do trabalho em rede realizado ao longo do ano. Nas pesquisas e investigações do Projeto, conseguimos não dar uma importância excessiva, como muitas escolas tradicionais, para algumas áreas, como a matemática e a alfabetização. Pelo contrário, acreditamos na importância de todas as áreas e linguagens expressivas na formação de crianças criativas e críticas no exercício de autoria. Se a gente entra na sala do segundo ano vemos claramente todas as áreas interligadas nos projetos e a construção da aprendizagem acontecendo num contexto natural, com sentido. Um exemplo disso pode ser o projeto do segundo ano sobre as origens. Nele, as crianças trabalharam a origem da história delas (seus antepassados, a história de seus pais e avós) e a origem da humanidade. No projeto vemos a matemática sendo trabalhada na linha do tempo (as datas de nascimento de cada pessoa da família), a história e geografia sendo trabalhadas no mapa do Brasil (localização da cidade em que pais e avós nasceram), a língua portuguesa permeando todas as documentações. Está tudo muito junto.

Qual o impacto da Mostra Cultura para a autoestima das crianças?

PV: Observamos a riqueza das crianças estarem imersas nisso tudo, sabendo de fato sobre o que está sendo exposto. As crianças ficam orgulhosas de compartilharem com os pais e com as outras pessoas o trabalho que foi realizado e construído por elas ao longo do ano. Tudo faz muito sentido, pois cada pesquisa e investigação partiu do interesse das crianças.

SF: As crianças sentem-se muito orgulhosas em compartilhar com as famílias o que fazem na escola. E elas fazem muitas coisas! É muito importante quando família e escola estão unidas valorizando o seu trabalho e a sua potência!

By | 2017-12-13T22:50:43+00:00 dezembro 13th, 2017|Sem categoria|0 Comments

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